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quinta-feira, 25 de junho de 2009

A arte de ser feliz

A arte de ser feliz - Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

Às vezes, um galo canta.

Às vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela,

uns dizem que essas coisas não existem,

outros que só existem diante das minhas janelas,

e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Meu comentário, se é que devo:

Essas coisas, embora simples, que na maioria das vezes não enxergamos, são possíveis quando as vemos com os olhos so coração!

Um pouco de Drummond

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê?


Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,


por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,


por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,


e não compartilhamos.


Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.


Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,


mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,


para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.


Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,


mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.


Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.


Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,


todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.


Como aliviar a dor do que não foi vivido?


A resposta é simples como um verso:


Se iludindo menos e vivendo mais!!!


A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.


A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...




sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cristianismo de consumo?

“Em vez de procurar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, algumas vezes buscamos uma igreja que ’supra nossas necessidades’. A igreja não existe para prover ’serviços’ aos membros; ao contrário, ela deve desafiar os membros a que se envolvam no ’serviço’ a Deus e a seus semelhantes. Quando pensamos como consumidores, colocamo-nos em primeiro lugar, escolhendo o que corresponde melhor aos nossos desejos. O cristianismo é uma questão de verdade, de submissão ao Deus santo e justo, cuja autoridade sobre nós é absoluta e que, de forma alguma, está sujeito às nossas preferências de consumo. O cristianismo não deve ser manchado pelo consumismo.”
- Gene Edwards Veith Jr. em Posmodern Times citado por Hernandes Dias Lopes em Pregação Expositiva (2008).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Bono e a Graça de Deus


Na barra de vídeo deste blog tem um vídeo de uma entrevista de Bono Vox, lider do U2, falando sobre a Graça de Deus.


Vale conferir o que pensa uma das maiores personalidades do mundo sobre Deus, religião, crença e etc.


Douglas